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  • Foto do escritorFernando Garcia

Dinheiro e emoção

Atualizado: 21 de mar. de 2023


macaco pulando de galho em galho

A conhecida expressão “macaco velho não pula de galho em galho” é válida em muitos contextos de nossa vida.

Desde relacionamentos de fim de noite, conhecido pelos adolescentes e adultos como “ficantes”, passando pela carteira de trabalho carimbada de pessoas que se mantém no trabalho por muito tempo.

Se o risco dos ficantes está em adquirir doenças sexuais ou até mesmo uma gravidez indesejada, aqueles que não conseguem se manter na atividade ou na empresa também são olhados com desconfiança por futuros empregadores.

Mas, e o que dizer então dos investidores. Será que o ditado também vale para eles?

Com certeza sim e, estudos mostram que investidores que ficam pulando muito, alterando sua carteira de ativos ao sabor das notícias e novidades, tendem a terem um desempenho na rentabilidade inferior ao daqueles mais disciplinados.

E a explicação estaria no controle emocional. Quem pula de galho em galho perde o foco, pois a tendência é não gastar tempo suficiente para entender seu processo decisório, e assim, fica-se mais exposto ao efeito manada do mercado.


É fato que administrar nosso dinheiro ao longo do tempo requer muito de nossas emoções.

Acreditar que nossas decisões financeiras são racionais podem nos fornecer um conforto, afinal é melhor lidar com variáveis matemáticas, como risco e retorno do que com nossas emoções.

Mas, quer você queira ou não, o fato de sermos tão somente humanos nos coloca em situações onde decisões irracionais são tomadas, mesmo que queiramos explicar isso de forma racional.

Por exemplo, será que é racional o investidor ignorar 95% das empresas do planeta e investir somente no mercado local, mesmo sobre o argumento da familiaridade?


Morgan Housel no livro "A psicologia financeira", demonstra que a tomada de decisão em nossa vida financeira é guiada mais pelo nosso comportamento, do que pela tal racionalidade pregada pelos financistas, e nosso comportamento sofre influência da visão de mundo particular que cada um nós desenvolvemos ao longo da vida. A verdade é que quando se trata de investimentos, talvez, o consultório do psicólogo seja mais interessante do que a agência do gerente do seu banco.


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